sábado, dezembro 15, 2007

ANGOCHE... O que aconteceu?!!!

Recordando a memória dos portugueses...

No dia 23 de Abril de 1971, o navio "Angoche" foi assaltado em alto mar, na costa de Moçambique, quando ia em viagem para o Norte.
Os 22 tripulantes foram levados para a Tanzânia e assassinados em Nachingwea, uma base da Frelimo.
Supõe-se que o assalto tenha sido feito por meios navais soviéticos, talvez um submarino e foram encontradas manchas de sangue no navio, o que prova que foi usada violência contra os tripulantes.
Ainda hoje permanece o mistério sobre o que teria acontecido aos tripulantes e a um provável passageiro, que viajavam a bordo do navio "Angoche".
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Óscar Cardoso, ao tempo, um dos mais altos responsáveis pela segurança nacional e um verdadeiro patriota, tem a sua douta opinião (certeza):
"Foi precisamente através da nossa rede na Tanzânia que soubemos o que se tinha passado com o navio "Angoche".
O navio levava material para a nossa Força Aérea, material sofisticado, essencialmente material explosivo, bombas para aviões, etc., e creio que ia para Porto Amélia.
Soubemos que o "Angoche" foi abordado em 23 de Abril de 1971 por um submarino da União Soviética e que os seus tripulantes foram levados para a Tanzânia, para a base central da Frelimo, Nachingwea.
Foi uma operação executada por soviéticos, o que nos foi possível confirmar pela análises que fizemos aos vestígios encontrados no barco.
A primeira pessoa que fez a investigação a bordo do Angoche foi o inspector Casimiro Monteiro.
Verificou que as armas não estavam lá.
A tripulação foi levada para Nachingwea e depois, penso eu, terá sido aniquilada.
Penso que iam no "Angoche" à volta de 23 pessoas.
Mais de metade eram africanos, de Moçambique, e os outros europeus.
O navio não era de passageiros mas levava um passageiro a bordo, a quem se deu uma boleia, o que era estranho.
Houve uma outra coisa curiosa: a mudança, à última hora, do radiotelegrafista.
O radiotelegrafista que era para ir resolveu não ir.
Pode ter sido uma mera coincidência, mas é curioso que assim tenha sido.
Na nossa opinião, tratou-se de uma operação soviética, feita em colaboração com o Partido Comunista Português.
Fala-se que houve oficiais da Marinha, hoje oficiais generais, que estariam envolvidos nisso.
Houve também o estranho caso de uma rapariga que foi "suicidada" na cidade da Beira e que estava ligada aos meios esquerdistas da Marinha portuguesa.
Esta versão dos factos constou dos nossos relatórios na altura.
Tínhamos um relatório secreto sobre o "Angoche" que desapareceu da sede da DGS, na Rua António Maria Cardoso, depois do 25 de Abril.
Foi um dos processos que desapareceram.
O caso estava a ser investigado..."
..........
A opinião pública tem o direito de saber o que se passou.
Haverá pessoas daquele tempo que sabem o que aconteceu ou que tiveram acesso ao relatório.
É tempo de quebrarem o silêncio!!!

6 comentários:

Anónimo disse...

Anónimo disse...
Jantei a bordo do Angoche por volta das 19h30, 2 horas depois de sairmos de Nacala com o João Tavares e o António Sardo no dia 23de Abril de 1971.
Disse-lhes para se dirigirem para o convês com os coletes por volta das 22 horas e mandarem os Moçambicanos trazerem as caixas que diziam "FAP" para cima.

Quinta-feira, Dezembro 13, 2007 2:37:00 PM

Camilo disse...

Importa-se de ser mais objectivo?

Anónimo disse...

Eu vi com os meus holhos uma mulher a cair de um setimo andar de um predio chamado princepe perfeito na cidade da beira era eu criança tinha os meuos 8 anos hoje ainda me recordo do seu rosto era jovem chamava-se Olivia aparentava 25anos e o que ouvi depois do inpacto foi que chegaram pessoas e meia duzia de militares que correram connosco dali para fora e ouvi dizer que ela era amante de um dos que estavam nesse navio...

Anónimo disse...

Eu vi com os meus holhos uma mulher a cair de um setimo andar de um predio chamado princepe perfeito na cidade da beira era eu criança tinha os meuos 8 anos hoje ainda me recordo do seu rosto era jovem chamava-se Olivia aparentava 25anos e o que ouvi depois do inpacto foi que chegaram pessoas e meia duzia de militares que correram connosco dali para fora e ouvi dizer que ela era amante de um dos que estavam nesse navio...

Anónimo disse...

Eu vi com os meus holhos uma mulher a cair de um setimo andar de um predio chamado princepe perfeito na cidade da beira era eu criança tinha os meuos 8 anos hoje ainda me recordo do seu rosto era jovem chamava-se Olivia aparentava 25anos e o que ouvi depois do inpacto foi que chegaram pessoas e meia duzia de militares que correram connosco dali para fora e ouvi dizer que ela era amante de um dos que estavam nesse navio...

Paulo Oliveira disse...

Camilo, alguma vez conseguiu a identificação do 'anónimo' deste post, ou tem alguma ideia:
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Anónimo disse...
Jantei a bordo do Angoche por volta das 19h30, 2 horas depois de sairmos de Nacala com o João Tavares e o António Sardo no dia 23de Abril de 1971.
Disse-lhes para se dirigirem para o convês com os coletes por volta das 22 horas e mandarem os Moçambicanos trazerem as caixas que diziam "FAP" para cima.
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Estou actualmente com um grupo no Facebook
https://www.facebook.com/groups/CasoAngoche/
a tentar deslindar este assunto velho de 45 anos. Obrigado. Paulo Oliveira