quarta-feira, dezembro 29, 2010

Seis guardas prisionais agredidos em Custóias

Seis guardas prisionais foram agredidos, esta terça-feira, no interior da cadeia de Custóias, Matosinhos, e tiveram de receber tratamento hospitalar.
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Esta, é uma notícia normal!!!

Anormal...
seria os guardas baterem nos presos!!!

Pssssssst!... quer comprar um blindado?!!!


sábado, dezembro 25, 2010

Viva o WIKILEAKS!!!

UM SEGREDO BEM GUARDADO
(26 / Abril / 1971)
O que se passou no "ANGOCHE"?
O que fizeram aos seus 22 tripulantes?
O que fizeram à mercadoria que transportava?
Quem era o passageiro misterioso?
O relatório oficial, detalhado e secreto, conservado na PIDE/DGS em Lisboa, desapareceu após o golpe militar Lisboeta de 25/Abril/1974.

Será que o WIKILEAKS poderá divulgar os nomes dos portugueses ASSASSINOS/TRAIDORES???

O BANDO DE ARGEL

Em passeio pela blogosfera, dei de caras com o blogue de Patrícia McGowan Pinheiro, que também assina Patrícia Lança.
Filha de pai português e mãe de origem irlandesa, estreia-se na blogosfera aos 82 anos. Dissidente do Partido Comunista Britânico, viveu de 1962 a 1966 na Argélia, onde foi redactora do "Révolution Africaine".
Foi por lá que conheceu o bando de Argel.
Ficou a saber a vidinha custosa e as boas acções de Manuel Alegre, Piteira Santos e Tito de Morais, entre outros figurões de estalo.
O assunto inspirou-lhe um livro, justamente intitulado «O Bando de Argel», que a autora reeditou em 1998 pela Contra-Regra, sob o título de «Misérias do Exílio - Os últimos meses de Humberto Delgado». (Foi uma das obras que consultei para um volume publicado há alguns anos sobre a PIDE/DGS.)
Em 260 páginas, a autora demonstra-com cópia de pormenores e apêndice documentais que o general foi despachado pelos interesses coligados do Partido Comunista e do bando de Argel.
Oito citações: "A Frente Patriótica de Libertação Nacional foi o título pomposo de um pequeno grupo de pessoas cujo fim era o aproveitamento de acções e sacrifícios feitos por outros." (pág. 27 "Assim, a direcção da FPLN passou a ter uma valiosa arma contra a dissidência.
Foram ao ponto de exigir que, à chegada, os portugueses lhes entregassem os passaportes". (pág. 46) "Contudo, o problema do general [Humberto Delgado] subsistia.
Tornara-se definitivamente anti-comunista.
Seria ainda mais perigoso para o partido fora da Argélia - em contacto com os núcleos de exilados em várias capitais.
E terrivelmente mais perigoso se, porventura, entrasse clandestinamente em Portugal.
Era uma testemunha viva da incompetência e corrupção moral de certos prestigiados «anti-fascistas».
Preso em Portugal ou livre na clandestinidade constituiria uma ameaça terrível para os projectos do Partido Comunista". (pág. 82)
"Na rádio Voz da Liberdade, o major Ervedosa e Manuel Alegre insultavam Delgado." (pág. 89)
"Durante esses dois meses de angústia [desaparecimento de Delgado], foram os dirigentes da Frente Patriótica - Fernando Piteira Santos, Manuel Tito de Morais, Pedro Ramos de Almeida e Manuel Alegre - que envidaram todos os esforços para bloquear a realização de um inquérito e, caso o general estivesse preso ou com vida, quaisquer tentativas para o salvar".
pags 89-9
"Quando eu e os meus amigos soubemos, no dia seguinte, que os dirigentes da Frente Patriótica tentaram apoderar-se do arquivo do general, a conclusão foi unânime: só teriam essa desfaçatez se tivessem a certeza absoluta que Delgado já não voltaria mais". (pág.
"Só depois da descoberta dos cadáveres, anunciada no dia 27 de Abril, é que a Frente Patriótica abandonou a tese de uma «operação publicitária» por parte do general; só então, quando o mundo inteiro já sabia da morte do general, é que eles começaram a emitir protestos e apelos (...)" pag.(91) "(...) a sua actividade [de Humberto Delgado] é prejudicial à unidade anti-fascista e a sua pessoa não interessa ao futuro democrático do país." (p. 226, excerto de um comunicado da FPLN, de 23 de Março de 1965)
Mas não é por nada disto que o blogue de Patrícia tem dado brado.
Há muito que a «intelligentzia» arquivou o caso Delgado: foi assassinado pela PIDE. Ponto final. Ninguém curou de investigar se Casimiro Monteiro era um agente duplo, o modo como Pereira de Carvalho organizou a operação, etc.
Um longo etc. Nada disto importa, tanto que se corre o risco de descobrir alguma verdade "inconveniente".
B.O.S.

segunda-feira, dezembro 13, 2010

quarta-feira, dezembro 08, 2010

A "produção nacional" da... TV Globo-SIC!!!

Atrasados-mentais têm futuro...
Mesmo com a "super...visão" de Aguinaldo Silva (!)... esta novela é mais um dos grandes mamarrachos trazidos à luz do dia pela SIC!!!

segunda-feira, dezembro 06, 2010

A MAIOR LAVANDARIA DE DINHEIRO DO MUNDO AMEAÇA FALIR !

A Suíça tremula. Zurique alarma-se.
Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes.
Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando ummoribundo.
Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é osegredo bancário suíço.
O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama.
O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira.
A UBS - União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça- viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos porela ajudados para defraudar o fisco.
O banco protestou, mas os americanos ameaçaram retirar a sua licença nos Estados Unidos.
Os suíços, então, passaram os nomes.
E a vida bancária foi retomada,tranquilamente.
Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado.
Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais!
O banco protestou.
A Suíça está temerosa.
O partido deextrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.
Mas como resistir!
A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios.
Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido.
O segredo bancário suíço não é coisa recente.
Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714.
No início do século 19, o escritor francês Chateaubrian descreveu que neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaramos bancos em cima das calamidades humanas.
Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe económica.
Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 biliões de francos suíços ou 201 milhões de dólares.
E não se trata apenas do UBS.
Toda a rede bancária do país funciona damesma maneira.
O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, fazem frutificar três triliões de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os activos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários.
Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros "offshore" do mundo, bem à frente deLuxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente.
Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos.
O manejo do dinheiro na Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um carácter sacramental.
Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos actos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e realizam-se em silêncio erecolhimento...
Onde param as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi?
Onde estão asfortunas colossais de ditadores como Mobutu do Zaire, Eduardo dos Santos de Angola, dos Barões da droga Colombiana, Papa-Doc do Haiti,de Mugabe do Zimbabwe e da Mafia Russa?
Quantos actuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros instalados no poder, até em cargos mais discretos como Presidentes de Municipios têm chorudas contas na Suíça?
Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, estas tornam-se impossíveis de alcançar pelos legítimos herdeiros ou pelos países que indevidamente espoliaram?
Porquê, após a morte de Mobutu, os seus filhos nunca conseguiram entrar na Suíça?
Tudo lá ficou para sempre e em segredo...
A agora surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.
Na minicúpula europeia que se realizou em Berlim, em preparação ao encontro do G-20 em Londres, França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.
"Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional", vociferou a chanceler Angela Merkel.
No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico, Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias.
Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adoptadas contra os paraísos fiscais.
Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário.
Mas até agora, em razão da prosperidade económica mundial, todas as tentativas eram abortadas.
Hoje, estamos em crise.
Viva a crise!!!
Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses remansos de paz para o dinheiro corrompido.
Hoje ele é presidente.
É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país.
Nos anos 30, os americanos conseguiram laçar Al Capone. Sob que pretexto? Fraude fiscal.
Para muito breve, a queda do império financeiro suiço!
(Artigo de Gilles Lapouge - Paris).