sábado, dezembro 24, 2005

SOARES SENIL

Soares continua a sua cavalgada de insultos.
O moribundo-socialista, candidato a Belém, não perde uma oportunidade para atacar Cavaco.
Ao fim de 31 anos, os portugueses -os mais distraídos- (re)conhecem, finalmente, a verdadeira faceta de Soares:
Um oportunista que não olha a meios para atingir os seus (dele) fins.
Com estas eleições presidenciais, todos, mas todos sem excepção, iremos ficar, de uma vez por todas, livres deste parasita nacional.

4 comentários:

Franco Jeremias disse...

Este fim de semana foi pródigo para a campanha de Soares.

Excluindo a cena do ex-combatente que (verdade ou ficção?) é sempre condenável (dado que o verdadeiro combate político se faz com argumentos e factos e não com "vias de facto") ficam três preciosos momentos:

1) Uma senhora, na casa dos setenta, apanhada na "caravana de rua" do MASP3 disse para o Dr. Soares sair do seu caminho, dado estar carregada (com compras) e por ser uma pessoa idosa.
2) Outra senhora, abordada por Soares, disse que não votaria nele "nem com uma metralhadora apontada", reafirmando que ele "era um dos grandes responsáveis pela actual situação do país" e pela situação crítica dos trabalhadores deste país (imaginem o grande socialista, ou melhor, socialeiro, a engolir este sapo!). Confrontada por Mário Soares acerca da sua intenção de voto, respondeu que "isso era lá com ela, mas que se a incomodassem muito ainda votaria Alegre".
3) Finalmente, a pérola! Apenas transmitida no Canal 2 (para não ser vista por todos os portugueses e por todas as portuguesas). Quando se preparava para cumprimentar um cidadão, eis que este lhe responde que "para ele tinha apenas três conselhos: Pantufas, Xixi e Cama."

Não restem dúvidas, o povo é soberano...

Anónimo disse...

Cavaco intocável vale cinco Soares

Com os debates só Cavaco sobe, os ouros todos descem.

Cavaco Silva, candidato independente apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP, deverá ser o vencedor, logo na primeira volta, das eleições presidenciais do próximo dia de 22 de Janeiro. De acordo com uma sondagem Correio da Manhã/Aximage, o ex-primeiro-ministro obtém 56,5% das intenções de voto, contra 11,4% conseguidos pelo seu principal adversário, o antigo Presidente da República Mário Soares.
Assim, e a exactamente um mês do acto eleitoral, a diferença entre Mário Soares e Cavaco Silva é de 45,1 pontos percentuais e também cinco vezes mais. Manuel Alegre fica nos 10,3%, Jerónimo de Sousa nos 3,7%, Francisco Louçã com 3,4%.

A sondagem foi realizada nos passados dias 20 (logo após o frente-a-frente entre Cavaco e Soares na RTP 1), 21 e 22. Conclui-se, portanto, que os dez debates televisivos, que se iniciaram no dia 5 do corrente mês, favoreceram o ex-primeiro-ministro e desfavoreceram todos os restantes quatro candidatos de esquerda.

De facto, em comparação com a sondagem CM realizada no passado dia 2, Cavaco Silva sobe 5,6 pontos percentuais (passa de 50,9% para 56,5%), Mário Soares desce 3,3 pontos percentuais (de 14,7% para 11,4%), Manuel Alegre cai 2,2 pontos percentuais (de 12,5% para 10,3%), Jerónimo de Sousa desce 1,4 pontos percentuais (de 5,1% para 3,7%) e Francisco Louçã perde 0,7 pontos percentuais (de 4,1% para 3,4%).

ABSTENÇÃO E INDECISOS
Digno de registo é a subida da abstenção, que passa de 40,3%, em 2 de Dezembro, para 41,7%, e o número de indecisos que aumentou 1,1 pontos percentuais (passou de 12,7% para 13,8%). Este valor de indecisos, de acordo com a sondagem, fica a dever-se essencialmente a um aumento substancial na área dos eleitores socialistas, 19,8%, sobretudo quando comparado com os eleitores indecisos do PSD (5,5%), do CDS (0,0%), da CDU (3,6%) e do BE (7,5%). Significa isto que os muitos eleitores socialistas continuam indecisos entre votar em Mário Soares e Manuel Alegre. Ora isso poderá determinar qual dos dois candidatos ficará em segundo lugar, uma vez que a diferença entre os dois candidatos oriundos do PS é de, sublinhe-se, apenas 1,1%.

Com a projecção de indecisos Cavaco Silva arrasará completamente os seus adversários: chegará aos 61%. Um valor só atingido à primeira volta por Ramalho Eanes, em 1976, com 61,59%. Mário Soares ultrapassou esse valor na primeira volta em 1991, mas tratou-se de uma reeleição.

Com a distribuição de indecisos, Mário Soares chegará aos 17,1%, Manuel Alegre aos 13,1%, Jerónimo de Sousa aos 4% e Francisco Louçã aos 3,8%.

O estudo de opinião inclui uma pergunta sobre a persistência de voto. Isto é, se admite mudar ou não o sentido de voto. Neste caso, verifica-se que Cavaco Silva consegue segurar o seu eleitorado, com 97,5%. Ou seja, poucas oscilações haverá até ao dia das eleições. Pelo que apenas poderá ser penalizado pelo aumento da abstenção. O voto mais volátil é o de Francisco Louçã, 41,7% admitem poder mudar de voto, e a seguir o de Manuel Alegre, com 22,6%.

No debate do dia 20

Quem esteve melhor no debate televisivo do passado dia 20? A resposta é clara para 58,3% dos portugueses: Cavaco Silva é o vencedor. Segundo uma sondagem Correio da Manhã/Aximage, Mário Soares não passou dos 24,1%.

Anónimo disse...

A Fundação de Mário Soares

De vez em quando, entre a papelada que temos nos arquivos pessoais, encontramos umas preciosidades. Aconteceu hoje com a cópia de um artigo de José António Cerejo, saído no Público de 9 de Outubro de 2002, intitulado "Apoios à Fundação Soares considerados irregulares pela IGAT".

Ora nem mais.
O articulista revelava que o edifício-sede da Fundação Mário Soares, segundo um relatório da IGAT, violava o PDM de Lisboa e que a licença de obras era nula. Que admiração! Mas aconteceu alguma coisa? Claro que não. Mário Soares paira por cima dessas minudências.

Quanto à origem da ideia respeitante ao edifício, a história não podia ser mais elucidativa :


A história da cedência dos terrenos e imóveis municipais em que a Fundação Mário Soares fez a sua sede foi contada aos microfones da RDP, em Janeiro deste ano [2002], pelo próprio Mário Soares.

"Eu tinha pedido à Câmara de Lisboa, ainda no tempo do dr. Jorge Sampaio, que me arranjasse um pequeno espaço, ou até um terreno, para eu construir. A ideia era construir de origem este edifício. Depois, dentro da Câmara, o meu próprio filho, João Soares, que era vereador do dr. Sampaio - era encarregado do pelouro da Cultura -, disse-me: ?Eu acho que há um prédio ...?. Quando me indicaram este prédio eu vim cá ver e achei logo que era o sítio ideal (...)".

A versão do ex-presidente, transcrita na altura pelo "Independente", confirma factos que João Soares sempre negou. Não só foi ele quem escolheu o edifício camarário para a fundação do pai, como foi ele que requisitou o processo das velhas construções lá existentes ao arquivo histórico do município, em 1993.

Não devolveu a documentação, tendo alegado que ela ardera no incêndio dos Paços do Concelho, três anos mais tarde.

Ontem, à Lusa, o ex-autarca voltou a afirmar : "Nunca participei em nenhuma deliberação sobre atribuições à fundação. Nao sei de nada, ninguém me deu qualquer conhecimento sobre isso. Não me lembro de nada disso".
Esta família está convencida de que pode fazer o que lhe apetece com o património público. Sente-se uma espécie de família real, com um direito sagrado de viver à nossa custa.

Disse Sócrates, hoje, nos Açores, que "Mário Soares esteve sempre do lado certo da História".

Claro. Os portugueses é que estão do lado errado ...

Franco Jeremias disse...

"Suicídio político"

"A candidatura de Soares vive de uma obsessão quase doentia: o perigo para a democracia da vitória de Cavaco. É uma negação permanente (mesmo quando Soares promete num dia que não vai voltar a falar de Cavaco, no dia seguinte tem uma recaída aparatosa). (...) O debate de Soares com Cavaco foi para Soares um verdadeiro suicídio político. Soares procurava desestabilizar Cavaco com toda a espécie de agressões. Cavaco, mesmo confessando a dado momento que precisava de se conter, manteve uma postura absolutamente impecável, ajustada à imagem que nós temos de um Chefe do Estado. Soares, não. A sua atitude foi a de um líder da oposição que quer esmagar o adversário a qualquer custo. Face aos elogios de Cavaco, Soares disse coisas espantosas sobretudo sobre a personalidade e a formação de Cavaco. Chegou ao desplante de afirmar que Cavaco era um razoável economista, mas não um Prémio Nobel, como se a história contasse com muitos Prémios Nobeis no lugar de Presidentes. Foi desagradável ao agitar comentários de amigos seus em relação ao aspecto hirto e pouco conversador de Cavaco em reuniões interrnacionais. Há coisas que um Presidente da República não pode fazer. Soares fez. E foi hilariante quando se quis apresentar como um verdadeiro conhecedor de economia que tinha salvo o país."

Eduardo Prado Coelho, Público 26.12.05