sábado, junho 16, 2007

A "democratizadura"... socialeira

António Balbino Caldeira, o primeiro a levantar o véu sobre o caso polémico do diploma do Primeiro Ministro José Sócrates, que viria posteriormente a ter eco nos media tradicionais, anunciou esta sexta-feira ter sido constituído arguido.
«Acabo de ser convocado para prestar declarações como arguido no âmbito de inquérito judicial relativo ao assunto do percurso académico (e utilização do título de engenheiro) de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa - além de outra convocação para depoimento como testemunha noutro inquérito relativo ao mesmo Dossier Sócrates. Desconheço o(s) crime(s) de que sou arguido - tendo sido eu que investiguei e publiquei este Dossier, depois desenvolvido na blogosfera e nos media».
Inicialmente, Balbino Caldeira disse ter sido notificado por telefone por um «funcionário judicial» do DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal) e mais tarde confirmou ter recebido por fax as duas notificações para inquérito judicial.
Não se conhece, porém, a fundamentação desta acusação.

4 comentários:

antonio disse...

É o choque tecnológico: a PIDE na blogoesfera!

antonio disse...

Camilo, esta luta também é nossa. Vamo-nos manter atentos. Por mim apoio uma campanha de angariação de fundos para a defesa do Balbino.

Só quando o povo se agiganta os parasitas temem e aquele-de-quem-não-se-pode-dizer-piadas sabe disso.

the_hammer disse...

Estou com o António, e vou mais longe: devia haver uma denúncia em Tribunal deste procedimento. Nem que fosse no Tribunal Europeu, se o caso chegasse a tanto: mas acho que já era suficientemente interessante mandar-se o caso para o TC: não sei a que ponto é legítimo, à luz da Constituição, constituir alguém arguido sem lhe dizer que crimes se presume que cometeu.

Camilo disse...

Amigos, nesta farsa-democrática-socialeira, tudo é possível.
Vejam, por exemplo, o "Caso Casa Pia".
Há um individuo (mas é bem possível que haja mais)...
que ÉÈÈÈÈ acusado de vários crimes de violação de menores.
E não tem o cú sentado no banco dos réus.
E, para maior vergonha, sempre que alguma das vítimas menciona o nome dele, a juíza manda-a calar.
Ora, como os Amigos querem apresentar, seja o que for, ao TC.
É perder tempo.
A solução é esta:
À paulada,
À chapada,
A tiro certeiro.
Assim, acretido que este país avance.