terça-feira, julho 10, 2007

«FOI ASSIM » - A Penitenciária Intelectual

Acaba de aparecer um livro, muito esclarecedor, sobre a "essência do comunismo" que recomendo a todos aqueles que continuam teimosamente a pugnar pelo branqueamento daquele beco (sem saída) da História, que tantos e tão graves malefícios trouxe ao mundo e há Humanidade.
Só por isto, os portugueses deveriam agradecer à memória de Salazar, a barreira que ele constituiu contra aquela maldita ideologia perversa, que ensadeceu tantos espíritos caridosos e, quiçá, bem intencionados (!)...
O livro em questão intitula-se: «FOI ASSIM».
Escrito por Zita Seabra, ex-militante comunista e colaboradora próxima e dedicada de Álvaro Cunhal.
Decidiu, agora, escrever (e publicar) as suas memórias, nas quais relata, de forma simples, directa e transparente, o que foi a sua adesão ao PC;
O que foi a sua acção enquanto militante do PC;
O papel que desempenhou durante o PREC ao serviço do PC;
O processo que levou à sua expulsão do partido.
Ali poderemos dar-nos conta de como um espírito generoso e feito das mais genuínas e pias intenções pela felicidade da Humanidade, pode ser manipulado e ficar cego perante as realidades, ficando como que anestesiado diante de factos que a quem esteja de fora do domínio do Partido, não deixarão de levantar as maiores angústias e interrogações.
Recomendo, pois, o livro de Zita Seabra a quem quer honestamente e de boa fé, procurar inteirar-se do que é, realmente, a "Penitenciária Intelectual" que dá pelo nome de... "Ideologia Comunista".
Vamos a ver se as máscaras caem...
Definitivamente!!!

3 comentários:

Diogo disse...

Ao mudar do partido comunista para o PSD, a Zita Seabra não evoluiu ideologicamente. Limitou-se a aumentar as probabilidades de chegar a uma posição de poder. Que deve ser a única ideologia que norteia a distinta deputada.

p.porto disse...

Zita Seabra teve a coragem que muitos não têm, e neste caso a coragem não é a de sair de um partido, nem sequer a de desvendar os meandros do PC.
A sua maior coragem foi auto-questionar a sua "fé", a coragem de pôr em causa todas as posições do seu passado, isto requer muita coragem.
É um facto que estamos a falar de fé quando alguém se mantém ligado a uma ideologia sabendo, ou não querendo saber, que essa ideologia é a causa do maior morticínio que jamais aconteceu na humanidade.

Camilo disse...

Sim, P.Porto...
É preciso coragem.
A minha raiva é que só as mulheres deste país TÊM CORAGEM!!!